Por padrão, nenhuma das três principais plataformas móveis permite, por exemplo, transferência de arquivos entre eles por meio de uma conexão Bluetooth. O jeito é apelar para programas que sincronizam informações pela internet.

“O Chrome mostra ao usuário as abas abertas em outros dispositivos permitindo começar a ler algo no smartphone e terminar no tablet. Há ainda o Dropbox, que funciona tanto no iOS como no Android”, disse o analista de sistemas Yan Machado, 25, que tem um iPad 2 e um Nexus 4.

o-aplicativo-uol-cotacoes-nas-versoes-iphone-e-para-aparelhos-com-sistema-operacional-android-1311781878453_520x260“Android e iOS possuem muitos aplicativos que funcionam nas duas plataformas e que permite que os usuários consigam interagir em diferentes equipamentos”, relatou.

O analista de processos Gustavo Castro, 20, passa por experiência parecida. Dono de um iPad mini e de um smartphone Samsung Omnia W com Windows Phone, ele começou a gerenciar notas por meio do Evernote. “Fazia anotações no meu celular e depois conseguia visualizá-las e editá-las em meu tablet”, afirmou.

Na vida de quem usa gadgets com sistemas diferentes, proprietários de dispositivos com iOS e Android têm menos dificuldade para lidar com a interoperabilidade (capacidade de começar a fazer algo em um aparelho e terminar em outro). Isso porque esses sistemas recebem mais atenção dos desenvolvedores e há um número maior de aplicativos que ajudam no compartilhamento de arquivos.

Já usuários do Windows Phone, na maioria das vezes, acabam tendo acesso tardio a aplicativos assim. Uma provável razão para a falta de opções de apps para  o sistema é a baixa fatia de mercado do sistema — 3,3%, de acordo com dados do Gartner do 2º trimestre do ano.

Por que sistemas diferentes?

As razões para ter aparelhos de diferentes sistemas operacionais são variadas. A escolha, geralmente, é pautada por “traumas” com determinadas marcas, conselhos de amigos, a quebra de um aparelho ou a falta de opção.

“Procuro sempre o aparelho mais atual. Comprei meu Galaxy X após ter um iPhone 4 roubado em um show. Decidi experimentar um celular com Android, pois o que eu havia lido sobre o sistema (principalmente sua abertura e flexibilidade) me atraiu muito”, justificou o empresário Rodrigo Sucesso, 36, que também tem um tablet iPad 2.

Sobre a escolha de seu tablet, o empresário afirmou que comprou o aparelho pela falta de opções à altura na época. “Tenho a impressão que muitas pessoas compraram o iPad antes do advento dos tablets com sistema Android. Quando o adquiri, ainda não havia opções boas com Android ou as que tinham eram muito primárias”.

Para Castro, a mudança veio a partir de um “trauma”. Ex-dono de um aparelho Android de baixo custo que “só travava”, ele migrou para um smartphone com o sistema da Microsoft e adorou. Ele também queria um tablet com Windows, mas não achou o modelo que queria.

“O Surface [tablet da Microsoft] ainda não é vendido no Brasil e importá-lo seria muito caro. Comecei a pesquisar e vi que o iPad mini não estava tão caro quanto eu imaginava. Não sei bem a razão, mas a Apple passa uma grande confiança e isso foi determinante para a compra”, disse.

Já Machado, antes de decidir comprar seu iPad, havia considerado adquirir um portátil com Android, mas mudou ao lembrar de experiências passadas. “Optei pelo iPad, pois quebrei muito a cara com celulares Android. Cheguei a testar um Samsung Galaxy Tab II, mas a diferença de preços era muito pequena. Preferi não me arriscar ao comprar um tablet caro com Android e ter a possibilidade de não gostar.”

Rivalidades

Apesar da constante guerra entre fãs de plataformas  na internet (especialmente em áreas de comentários), há quem supere com o tempo o fanatismo com determinados sistemas. “Eu já fui muito assíduo da plataforma Windows, mas hoje em dia não podemos mais fechar nossos olhos para as coisas boas que surgem”, disse Machado, que é dono de um smartphone Android e um iPad – nada a ver com seu antigo sistema favorito.

“Quem defende cegamente uma plataforma, sem ao menos experimentar as demais, estará sempre perdendo a oportunidade de conhecer os pontos em que a outra é superior. Seguir um sistema ou marca como uma religião é se negar ao direito de escola”, concluiu Sucesso.

 

Via UOL Tecnologia

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